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Você acorda e percebe que ontem foi o apocalípse na sua vida. Foi o fim e um novo começo.
Amanheceu terra nova e um sol diferente no céu. A chuva já nao é igual e nem o vento.
Então percebe que algo está ali dentro de você...incomodando, te fazendo lembrar.
São aqueles sentimentos que de tão fortes, resistiram as inumeras tempestades...de tão intensos, se tornaram únicos e de tão verdadeiros, te trouxeram de volta até aqui.
Mas a tempestade te tornou uma ilha...perdida em meio ao oceano e solitária. Ninguém sabe ou acredita nessa ilha...ninguém nunca irá saber o que existe dentro dela e tudo que ela realmente passou pra sobreviver e se tornar ela mesma. Ninguém nunca irá saber o quanto ela é real.
Eu quero vomitar. Ninguém escreve a palavra vômito. A sonoridade dela nos é feia porque associamos a palavra ao ato, e ninguém gosta de vomitar. Pois então eu quero vomitar e quero escrever o que ninguém aguenta, eu quero ler e ver tudo aquilo para o qual as pessoas tapam olhos e ouvidos. Porque eu nao consigo tapar os meus, mesmo quando eu tento, e por isso escuto e vejo tudo.
E escuto o que não quero, escuto o que nem mesmo é dito, escuto corpos, escuto olhares e por vezes escuto demais, escuto o que é da minha voz e não da voz do outro.
Tem dias que eu pareço tão porosa e cansada que preciso gritar e preciso falar e digitar, mesmo temerosa sobre como essas palavras serão interpretadas. Mas na verdade não quero obter qualquer tipo de gratificação ou crítica. É como se eu fosse um diário para mim mesma e para quem quiser chegar perto e me ler, porque eu já me desencadeei.
Eu li há poucos dias que há gente que já nasce póstuma. Ninguém quer deixar de ser lembrança, de ser semente. Eu ainda não estou certa do que venho deixando de legado, porque ainda estou vivendo os meus, para aproveitar os que me servem e vomitar os que me empurraram goela abaixo.
Agora eu já não sei se me olho no espelho todos os dias para lembrar de quem eu era e lhe dar adeus, ou se é para acompanhar quem eu me tornarei. Não sei exatamente para onde estou indo, mas isso não tem mais me tirado o sono. Tenho sorvido goles de calma, apesar dos engasgos de medo; e com o devido cuidado para não me embriagar. Porre de calma anestesia a vida.
Minha ressaca é das doses de verdade que eu venho tomando todos os dias. Uma dependente dessa droga que me cansa, mas me salva. Eu sou um poço de perguntas, um jato de idéias, um chafariz de descobertas, um muro de indagações, ventania de amor e solidão. Eu sou o que eu nunca imaginaria ser, eu me torno o que preciso, e eu não serei o futuro que eu nunca imaginei.
Por tantas vezes eu sinto medo do futuro não chegar, sinto medo de não estar percorrendo o trilho certo. Ou será que é o medo de ter finalmente descoberto que não existem trilhos, que o caminho é campo aberto, mata fechada esperando pelo meu facão?
Eu sou o fio do meu facão. A tênue linha entre o caos e a razão.
Eu sou o medo de (me) perder.
Eu sou a perda.
E tu, quem és?
Em um dia, tudo começa, mas não significa que vai durar...
Em uma dia, tudo termina , mas não significa que possa voltar...
A vida nos surpreende quando mais pensamos que estamos a caminho do auto conhecimento...
è como subir em uma árvore cheia de galhos tortuosos, muito alta, e quando estamos quase no topo, vem uma forte ventania e nós faz despencar novamente.
Você pensa que esta a caminho do aprendizado e vem uma situação e te faz esquecer tudo aquilo que havia aprendido, te desorganiza, te desorienta. Você se perde e perde a noção do que queria...
Mas prefiro subir mil vezes uma árvore em busca de mim, do que nunca saber como é quase estar no topo.
Estava deitada em minha cama num sono profundo e aconchegante chamado paixão.Me aconcheguei de tal forma , que estar deitadinha ali cochilando e fingindo que tudo estava bem, parecia delicioso...
Ah como era bom deitar na minha cama da paixão e esquecer a vida,o mundo...os outros e a mim mesma...
Mas eu sempre soube que algo debaixo dos colchões sempre me irritava durante o sono,porém eu não ligava...mas com o tempo o incômodo foi crescendo, e já não podia dormir tranquila, comecei a perder o sono...noites em claro procurando a causa deste incômodo...não era mais a mesma coisa repousar ali.
Já não dormia mais e comecei a revirar tudo..procurando uma razão pra não me sentir mais confortável...sentia que já não podia deixar tudo como estava...
E então chega alguém e te diz que vc não pode mais dormir ali...
Alguém diz a você que é melhor você voltar pra sua antiga cama,pra ses travesseiros e tentar viver em paz...
E você...o que faz???
Eu percebi que não é preciso uma outra cama pra dormir em paz e se sentir bem...
Só para lembrar a vcs que a parada gay do Rio está chegando e quem não tem nada contra e muito a favor , vá conhecer e apoiar.
"Quando o casamento parecia a caminho de se tornar obsoleto, substituído pela coabitação sem nenhum significado maior... chegam os gays para acabar com essa pouca-vergonha."(Luís Fernando Veríssimo)
A gente acha que amar é fácil.Que é só estar apaixonado e tudo acontece da forma mais linda e natural que existe.
Mas quem já amou,vejam bem,eu disse "amou" de verdade,sabe bem que não é simples assim.
Quem ama sabe bem que depois de todo o encantamento e da fase lírica, começam a surgir as diferenças.É ai que percebemos que:
Quem ama perde noites de sono por brigas sem sentido.
Quem ama perde a fome por estar chateado com algo.
Perde a graça por estar de mal humor.
Quem ama toma remédios pra dormir e depois toma café para acordar.
Toma banho frio pra se acalmar e depois sente que precisa de banho quente pra relaxar.
Quem ama desabafa com o melhor amigo quando briga e depois percebe que perdeu o melhor amigo de tanto que desabafou.
Quem ama briga com a mãe,com o pai,com o irmão,com o melhor amigo, só porque brigou com quem ama.
Quem ama fica de mal humor e diz que é TPM.
Quem ama se veste mal pra resolver a briga com o parceiro e depois se veste bem pra sair sozinho quando tudo fica bem novamente.
Quem ama termina o namoro e depois pensa em voltar,mesmo que não volte,mas pensa.
Quem ama diz que odeia.
Diz que não quer mais saber,mas só quer saber dela(e).
Quem ama exige,mas não gosta de ser pressionado.
Quem ama vigia,em segredo...
Quem ama chora, em silêncio.
Quem ama grita,mesmo que a voz não saia.
Quem ama quer sumir.
Quer morrer...mesmo que seja de amor.
Mas, se depois disso tudo você ainda perceber que amar é fácil,com toda certeza você ainda não amou.